Uma partilha aos que adquirem a envergadura de homem de Deus através do sofrimento:
Conhecemos na bíblia homens e mulheres que foram forjados, adquiriram a têmpera dentro da realidade do sofrimento. Mas em todos os tempos e também agora nos últimos, é assim que Deus adestra seus combatentes. O Espírito Santo continua levando ao deserto os combatentes, para que aí na austeridade possam vencer o inimigo.
E quando se pensa que é tempo de trégua e refrigério, descobre-se que não haverá mais trégua, até que o amado venha e então enxugue as lágrimas de nossos olhos...
Conheço um homem que tem sido treinado no sofrimento e que estando em oração e pediu a Deus um tempo de trégua, alívio, vitórias, conquistas... E após orar a resposta de Deus veio com um texto do livro do profeta Jeremias, capítulo 45, uma palavra de Deus para Baruc, secretário do profeta Jeremias.
Eis o Texto:"Assim diz o Senhor a teu respeito, Baruc: Disseste: Pobre de mim! O Senhor só acrescenta dores ao meu sofrimento! Estou farto de gemer e não acho descanso! Isto lhe dirás: Assim diz o Senhor: Estou destruindo o que eu mesmo construí, arrancando o que eu mesmo plantei: este país todo inteiro. E tu, procuras para ti coisas grandiosas? Não procures! Pois trago uma desgraça para todo ser humano - oráculo do Senhor. A ti, porém, como troféu, eu te garanto a sobrevivência em qualquer lugar para onde vás".
Deus então está exortando a Baruc e podemos dizer que a todos nós. É como se Deus dissesse para Baruc: Olha ao teu redor; não faças de conta que está em outro planeta; não finja que não está vendo; vê o que está acontecendo espiritualmente; verifique as profecias... Tudo está se cumprindo, e tu queres fazer da oração uma varinha de condão? Quer brincar de ser Igreja, com jargões decorados que proclamam, determinam, profetizam?
O que virá é um tempo de angústias. Não procures para si coisas grandiosas.
Ei Cristão. O tempo é de austeridade. Deixe-me dizer: Não ganharás muito dinheiro, pois não é tempo disso! Não terás muito conforto, pois não é tempo para isso; E se acaso vier a possuir bens deste mundo é para servir ao corpo de Cristo. Talvez não terás muita saúde, para que complete em teu corpo o que falta aos sofrimentos de Cristo.
Acalme-se, não são somente notícias pesadas, mas Deus que exortou Baruc, também lhe prometeu sobrevivências em qualquer lugar que estiver. Mesmo sem conforto, sem luxo, sem prazeres, está garantida a sobrevivência. Lembremos ainda o que Deus disse pela boca do apóstolo Paulo: O Reino de Deus não é comidade nem bebida, mas paz e alegria no Espírito Santo. Portanto como fez Elias, levantemos e nos alimentemos, pois temos ainda um longo caminho a percorrer.
Gostaria de encerrar essa partilha dizendo juntamente com o apóstolo Paulo: De modo nenhum considero a minha vida preciosa para mim mesmo, contanto que eu leve a bom termo a minha carreira e realize o ministério que recebi do Senhor Jesus: testemunhar a Boa Nova da Graça de Deus. (Atos 20, 24). Amem.
sábado, 25 de abril de 2015
terça-feira, 27 de janeiro de 2015
A MAIOR DESGRAÇA PARA UMA NAÇÃO
Sem introduções e sem enfeites quero dizer que a maior desgraça para uma nação é quando os seus habitantes são entregues aos seus próprios desejos.
Entenda: há uma manifestação da graça de Deus que restringe, refreia a maldade do homem para que não seja tão ruim quanto pode ser, não faça tanto mal quanto pode fazer...
Pois devido ao pecado, o homem se tornou depravado, egoísta, adúltero, maldizente, morto, etc. a ponto de Jesus dizer que é do interior do homem que saem todas essas coisas ruins. E enquanto não experimenta o novo nascimento o homem está escravo do pecado e das trevas... Os desejos do homem e da mulher sem Deus, sem a graça de Deus, os arrastam para o abismo, para a violência e para toda espécie de maldade.
Quando uma nação rejeita cada vez mais a palavra de Deus, quando se extravia a ponto de dia após dia rejeitar a salvação, chega um momento em que Deus entrega essa nação aos seus próprios desejos. Deus tira a manifestação da graça que restringe a maldade do ímpio e aí se estabelece a desgraça, a imoralidade, violência, rebeldia, etc., etc...
Não estou fantasiando, nem sendo pessimista, apenas estou trazendo à luz o que está para acontecer em nossa Nação Brasileira. Não quero aqui me estender muito, mas veja na bíblia o que estou descrevendo; Leia Romanos 1, 19-32 e também os primeiros capítulos de Isaías.
Nossa Nação tem rejeitado o evangelho e cada vez mais tem dado espaço ao paganismo em suas diversas faces.
Irmãos quero exortá-los a um tempo de intercessão, de clamor por misericórdia. Não queremos ser como os de Babel que queriam um nome, uma fama. Morramos para nós mesmos para que haja vida em nossa Nação. Não estou falando de criarmos mais uma estrutura, movimento ou que nome se queira dar; estou falando de obedecermos o que está em I Tim.2,1-3.8: orarmos. Não podemos ser insensíveis ao que está acontecendo, ficarmos indiferentes esperando para ver no que isso vai dar. Oremos para que nossa Nação não seja entregue aos seus próprios desejos. Que Deus balance nossa nação com seu poder para que caia por terra todos os frutos podres em todas as esferas sócio-políticas e religiosas, para que tenhamos no poder pessoas humildes e sensatas que sejam tementes a Deus.
Amem!
terça-feira, 2 de dezembro de 2014
A mensagem do Evangelho
A verdade sobre o homem é devastadora para qualquer um cuja consciência tenha sido acordada pelo Espírito Santo. Como o apóstolo Paulo clamou: “Desventurado homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte?” (Romanos 7:24). A resposta para a pergunta de Paulo e a solução para o apuro apavorante do homem é encontrada apenas em Cristo — o Evangelho, ou as Boas Novas de Sua obra salvadora por nós.
O salmista nos diz que se o Senhor mantivesse um registro de nossas transgressões contra Ele, não haveria um único homem na terra que pudesse subsistir diante d’Ele no julgamento (Salmo 130:3-4). Nossas iniquidades recaíram sobre nossas cabeças e como um fardo pesado o peso delas é demais para que suportemos (Salmo 38:4). O pecado é o maior problema da humanidade a fonte singular de todas as maledicências que nos arruínam como indivíduos e como sociedades coletivas. Portanto, nossas duas maiores necessidades são a salvação da condenação do pecado, e o livramento de seu poder. Ambas as quais são fornecidas na pessoa de Jesus Cristo e em Sua obra salvadora por nós.
A Bíblia declara inequivocamente que Deus é misericordioso e compassivo, longânimo e assaz benigno (Êxodo 34:6-8). Portanto, Ele não se compraz na morte do perverso, mas prefere que ele se desvie de seu mau caminho e viva (Ezequiel 18:23). Independentemente da profundidade do pecado de um homem ou da extensão de sua rebelião, são oferecidos a ele o perdão e a limpeza se ele abandonar seu mau caminho e retornar ao Senhor. O salmista vai ainda mais longe ao dizer que Deus irá perdoar suas obras más, cobrir seus pecados, e não mais considerar suas transgressões (Salmo 32:1-2; Romanos 4:6-8).
São notícias impressionantes, mas nos são apresentadas com um dilema teológico ou filosófico: Como pode um Deus bom e justo conceder perdão a homens perversos? Não fará o que é bom o juiz de toda a terra (Gênesis 18:25)? Pode um Deus justo ser indiferente ao pecado ou varrê-lo para debaixo do tapete como se nunca tivesse acontecido? Pode um Deus santo trazer homens perversos à comunhão com Ele mesmo e continuar sendo santo? As próprias Escrituras declaram que “O que justifica o perverso… é abominável para o SENHOR” (Provérbios 17:15). Então como pode Deus perdoar o perverso sem comprometer Seu próprio caráter? Novamente, a resposta é encontrada na pessoa e na obra de Cristo.
De acordo com as Escrituras, o homem pecou e o salário do pecado é a morte (Romanos 3:23; 6:23). Deus é justo e exige que Sua lei seja satisfeita antes que o culpado possa ser perdoado (Provérbios 17:15). Na plenitude dos tempos, o Filho do Homem tornou-se homem e andou nesta terra em perfeita obediência à lei de Deus (Gálatas 4:4). No fim de Sua vida e de acordo com a vontade do Pai, Ele foi crucificado pelas mãos de homens iníquos (Atos 2:23). Na cruz, ele tomou o lugar de Seu povo culpado e seu pecado foi imputado a Ele (2 Coríntios 5:21). Como o portador dos pecados, Ele se tornou maldição de Deus, abandonado por Deus, e esmagado sob o peso da ira de Deus (Gálatas 3:13; Mateus 27:46; Isaías 53:10). Através de Sua morte, a dívida do pecado foi paga, as exigências de justiça de Deus foram satisfeitas, e a ira de Deus foi satisfeita. Desta maneira, Deus resolveu o grande dilema. Ele puniu justamente os pecados de Seu povo na morte de Seu único Filho, e portanto, pode livremente justificar a todos que depositam sua esperança n’Ele.
Através da morte de Seu Filho, Deus pode agora ser o justo e justificador até mesmo do mais vil pecador que coloca sua esperança n’Ele (Romanos 3:26). Contudo, o Evangelho é mais do que a liberação da condenação do pecado; é também uma libertação do poder do pecado. Em sua primeira epístola, o apóstolo João nos diz: “Todo aquele que crê que Jesus é o Cristo é nascido de Deus” (1 João 5:1). Este novo nascimento que capacita um homem a se arrepender e crer para a salvação, também o capacita a andar em novidade de vida (Romanos 6:4). Através da obra regeneradora do Espírito Santo, o coração de pedra do incrédulo, que estava espiritualmente morto e indiferente a Deus, foi substituído por um coração de carne viva que é tanto propenso quanto capaz de ouvir a Sua voz e segui-Lo (Ezequiel 36:25-27). Apesar de ele ter sido uma árvore má dando maus frutos, ele agora é uma boa árvore plantada junto a ribeiros de água, que dá seus frutos na devida estação, e cujas folhagens não murcham (Mateus 7:17-18; Salmo 1:3). Assim, o crente não é apenas justificado, mas também é a própria obra que Deus criou em Cristo Jesus para as boas obras (Efésios 2:10). De fato, esta contínua transformação moral na vida do crente é a base de sua garantia e a evidência da verdadeira conversão.
Como dissemos desde o início, o Evangelho é uma notícia chocante, mas a pergunta permanece: “Como isso pode ser obtido?” “O que um homem deve fazer para ser salvo?” A resposta é clara: ele deve “arrepender-se e crer no Evangelho” (Marcos 1:15). As diversas passagens neste livro de estudos já refutaram qualquer argumento ou sugestão de que um homem possa ser salvo por sua própria virtude e mérito. Em nós mesmos, somos destituídos de ambos, e mesmo o que possa ser chamado de boas obras diante de outros homens, não são nada além de trapos de imundícia diante de Deus (Isaías 64:6). Portanto, para sermos salvos, para obtermos a salvação prometida no Evangelho, devemos rejeitar toda e qualquer confiança na carne, e confiar apenas em Cristo (Filipenses 3:3). O Cristão é o homem que concordou com Deus a respeito de seu estado pecaminoso, renunciou toda a confiança em sua virtude e mérito, e depositou toda sua esperança para salvação na pessoa e na obra de Jesus Cristo.
Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.
-João 3:16
Por Paul David Washer Copyright © Sociedade Missionária
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