Nesse momento o que precisamos fazer? Antes de qualquer decisão, qualquer atitude, é preciso orar pedindo um derramamento do Espírito Santo, pedindo que Ele venha como água fazendo com que toda poeira se assente. Podemos dizer que quando o Espírito Santo vem, conseguimos submeter as situações debaixo do Senhorio de Jesus. Assim conseguimos ver claramente para tomarmos as decisões.
sexta-feira, 17 de janeiro de 2014
Abaixando a poeira
É muito comum tomarmos decisões erradas quando tudo está em agitação. E uma das técnicas do demônio para nos levar a pegarmos caminhos errados é provocar agitações. Ele faz com que a poeira se levante diante de nós de tal forma que nós não consigamos ver nada; Isso nos leva ao desequilíbrio emocional, o que faz levantar ainda mais poeira. Nessa situação batemos em tudo que se move ao nosso redor, onde ferimos aqueles que amamos, dizemos o que na verdade não gostaríamos de dizer. O demônio causa as agitações e fica ao redor para esperar nossas quedas, nossas fraquezas...
terça-feira, 24 de dezembro de 2013
A manjedoura e a Cruz, o estábulo e o Calvário
A MANJEDOURA E A CRUZ
– O ESTÁBULO E O CALVÁRIO
Há uma tendência muito comum em
separarmos a festa do Natal do mistério pascal, como se fossem realidades à
parte. Mas ao celebrarmos a encarnação do Verbo, que é o Natal. ( Aliás,
precisamos desnudar o Natal, pois está tão revestido de consumismo e paganismo
que é quase impossível de ver até entre os cristãos a verdadeira realidade do
natal).
É comum ouvir entrevistadores
perguntando: “O que é o Natal para você?” Mas a questão não é o que é o natal
para um ou para outro, mas sim o que é o Natal?
Alguém dirá: “Natal é a
encarnação do verbo”. Muito bem! Mas se pensarmos no que é a encarnação do verbo já deveríamos
tremer e silenciar: “ Deus que é criador, assumindo a natureza da criatura e
armando entre nós sua tenda...”
Fazer memória desse fato (e isso
é celebrar) já deveria fazer com que o natal fosse muito diferente do que é.
Mas, há algo que devemos
perguntar no Natal: Qual a razão da encarnação do Verbo? Ou como perguntou Anselmo de Cantuária: “Cur
Deus Homo?” “Porque Deus se fez Homem?”
Irmãos a manjedoura nos aponta para a Cruz, o
estábulo nos aponta para o Calvário. O Filho de Deus se fez homem, porque o
homem devido ao pecado estava debaixo da Ira de Deus e para que a Ira Divina
não caísse sobre o homem, Deus se fez
homem para tomar sobre si o peso da Ira e assim pela fé no Filho de Deus nos tornássemos justos diante de Deus.
Santo Anselmo diz: O homem deve a
Deus o que não pode pagar e a menos que pague não pode ser salvo. (Deus então
se faz homem e paga o preço...)
Gálatas 4,4: “Mas ao chegar a
plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher e sujeito à Lei,
para pagar a alforria daqueles que estão sujeitos à lei, para que nos seja dado
ser filhos adotivos”.
Gálatas 3,13: “Cristo pagou para
nos libertar da maldição da lei, tornando-se ele mesmo maldição por nós, como
está escrito: Maldito todo aquele que é suspenso no madeiro”.
Portanto não dá para separarmos
a manjedoura do calvário.
A Comunidade Filhos da Cruz te
convida a celebrar o Natal com o olhar no mistério Pascal.
Isaías 9,5: “Pois, uma criança
nasceu para nós, um filho nos foi dado. A soberania repousa nos seus ombros.
Proclama-se o seu Nome: “Conselheiro Maravilhoso, Deus forte, Pai da eternidade,
Príncipe da Paz”.
quinta-feira, 28 de novembro de 2013
NÃO É LÍCITO FICAR INATIVO
Porque estias o dia inteiro inativos? (Mt.20,6-7).
Irmãos, São Jerônimo exorta-nos a viver de modo que o demônio ao tentar-nos nos encontre sempre ocupados.
Estava meditando sobre a missão gerada pelo carisma nas novas Comunidades e em particular na Comunidade Filhos da Cruz e então me deparei com o versículo acima citado.
Escrevo isso numa semana chuvosa, onde tudo nos chama, nos arrasta a ociosidade. Parece estranho falar de ociosidade num tempo em que lutamos contra o relógio e temos a impressão que os dias e meses são mais curtos, visto que não conseguimos dar conta de tantos afazeres, mas ao examinarmos nossa consciência veremos que temos sido muito ociosos.
Primeiramente a ociosidade propriamente dita. Temos ficado muito tempo sem fazer nada, ou nada de útil, ou que edifique; basta ver o tempo que ficamos na frente do computador, ainda que tentemos bem utilizá-lo sempre gastamos mais tempo do que necessário. Depois temos o tempo diante da TV, tempo esse tão mal aproveitado. Depois temos o tempo literalmente sem fazer nada e desse tempo não precisamos nem fazer comentários.
Antes de falar do outro tipo de ociosidade quero partilhar algumas citações: "São Boaventura diz que quem se dá ao trabalho será tentado senão por um demônio, mas quem se dá a ociosidade será muitas vezes assaltado por um grande número de demônios". Eclo.33,29: "A ociosidade ensina muitas coisas perniciosas". Os antigos já diziam: "Cabeça vazia, oficina do diabo". Portanto irmãos, examinemos nossa consciência, vamos fazer o tempo render, pois como diz a palavra, os dias são maus (Ef.5,16).
Não deixemos que um pouco de ociosidade aqui, um pouco de ociosidade ali, nos leve ao vício da preguiça. A palavra de Deus nos diz que como a porta gira nas dobradiças, assim é o preguiçoso em sua cama. Tenhamos pois coragem e façamos como o Apóstolo Paulo que disse: Eu corro, não como às tontas; Eu luto, não como quem golpeia o ar. Trato duramente o meu corpo e o subjugo, para não acontecer que depois de ter proclamado a mensagem a muitos, eu mesmo seja reprovado. (ICor. 9,26).
Mas alguém dirá: Espere aí, eu não sou ocioso, trabalho tantas horas por dia... Mas eu lhe pergunto: Para quem tem trabalhado?
Quero então falar de um outro tipo de ociosidade. A ociosidade na obra de Deus. Não estou falando de assumir compromissos em determinados horários, mas de em todo tempo, estejamos onde estivermos, termos em mente que somos operários da vinha do Senhor.
Volto ao início, quando disse que meditava sobre a missão. Jesus disse que a messe já está no ponto, é hora de colheita. Disse Ele também: Meu Pai trabalha e eu também trabalho... Talvez alguém diga: Mas eu não sei evangelizar... E me recordo então daquele servo preguiçoso que por medo enterrou o único talento e quando o Senhor voltou de viagem lhe entregou o talento. Aquele Senhor lhe disse entre outras coisas: "Porque não colocastes o dinheiro num banco. Assim voltando de viagem eu o receberia com juros. Aquele Senhor chamou o servo de mau e preguiçoso.
Partilho que quando leio esse texto sempre penso na oração. Se eu não sei ou não passo evangelizar falando, posso orar. Posso depositar no banco da misericórdia divina. Então não há desculpas para o ócio. Se não sei evangelizar nas mais corriqueiras situações do dia-a-dia, devo então ser mais silencioso e orar.
(Certo orador disse: Seja sua fala melhor que o silêncio ou fique quieto). As pessoas nos verão em silêncio, mas estaremos muito ativos e em serviço ao Senhor pela oração.
Volto então com a pergunta inicial: Por que estais o dia inteiro inativos? Se deixe questionar.
Irmãos, São Jerônimo exorta-nos a viver de modo que o demônio ao tentar-nos nos encontre sempre ocupados.
Estava meditando sobre a missão gerada pelo carisma nas novas Comunidades e em particular na Comunidade Filhos da Cruz e então me deparei com o versículo acima citado.
Escrevo isso numa semana chuvosa, onde tudo nos chama, nos arrasta a ociosidade. Parece estranho falar de ociosidade num tempo em que lutamos contra o relógio e temos a impressão que os dias e meses são mais curtos, visto que não conseguimos dar conta de tantos afazeres, mas ao examinarmos nossa consciência veremos que temos sido muito ociosos.
Primeiramente a ociosidade propriamente dita. Temos ficado muito tempo sem fazer nada, ou nada de útil, ou que edifique; basta ver o tempo que ficamos na frente do computador, ainda que tentemos bem utilizá-lo sempre gastamos mais tempo do que necessário. Depois temos o tempo diante da TV, tempo esse tão mal aproveitado. Depois temos o tempo literalmente sem fazer nada e desse tempo não precisamos nem fazer comentários.
Antes de falar do outro tipo de ociosidade quero partilhar algumas citações: "São Boaventura diz que quem se dá ao trabalho será tentado senão por um demônio, mas quem se dá a ociosidade será muitas vezes assaltado por um grande número de demônios". Eclo.33,29: "A ociosidade ensina muitas coisas perniciosas". Os antigos já diziam: "Cabeça vazia, oficina do diabo". Portanto irmãos, examinemos nossa consciência, vamos fazer o tempo render, pois como diz a palavra, os dias são maus (Ef.5,16).
Não deixemos que um pouco de ociosidade aqui, um pouco de ociosidade ali, nos leve ao vício da preguiça. A palavra de Deus nos diz que como a porta gira nas dobradiças, assim é o preguiçoso em sua cama. Tenhamos pois coragem e façamos como o Apóstolo Paulo que disse: Eu corro, não como às tontas; Eu luto, não como quem golpeia o ar. Trato duramente o meu corpo e o subjugo, para não acontecer que depois de ter proclamado a mensagem a muitos, eu mesmo seja reprovado. (ICor. 9,26).
Mas alguém dirá: Espere aí, eu não sou ocioso, trabalho tantas horas por dia... Mas eu lhe pergunto: Para quem tem trabalhado?
Quero então falar de um outro tipo de ociosidade. A ociosidade na obra de Deus. Não estou falando de assumir compromissos em determinados horários, mas de em todo tempo, estejamos onde estivermos, termos em mente que somos operários da vinha do Senhor.
Volto ao início, quando disse que meditava sobre a missão. Jesus disse que a messe já está no ponto, é hora de colheita. Disse Ele também: Meu Pai trabalha e eu também trabalho... Talvez alguém diga: Mas eu não sei evangelizar... E me recordo então daquele servo preguiçoso que por medo enterrou o único talento e quando o Senhor voltou de viagem lhe entregou o talento. Aquele Senhor lhe disse entre outras coisas: "Porque não colocastes o dinheiro num banco. Assim voltando de viagem eu o receberia com juros. Aquele Senhor chamou o servo de mau e preguiçoso.
Partilho que quando leio esse texto sempre penso na oração. Se eu não sei ou não passo evangelizar falando, posso orar. Posso depositar no banco da misericórdia divina. Então não há desculpas para o ócio. Se não sei evangelizar nas mais corriqueiras situações do dia-a-dia, devo então ser mais silencioso e orar.
(Certo orador disse: Seja sua fala melhor que o silêncio ou fique quieto). As pessoas nos verão em silêncio, mas estaremos muito ativos e em serviço ao Senhor pela oração.
Volto então com a pergunta inicial: Por que estais o dia inteiro inativos? Se deixe questionar.
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